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Um moletom que não pede permissão e nem deveria.
"My Body My Choice" é mais do que uma estampa. É uma declaração que atravessa séculos de luta, filosofia corporal e autodeterminação. Quando você veste esse moletom, você não está apenas se aquecendo contra o frio. Está carregando uma das frases mais políticas, mais humanamente radicais do nosso tempo aquela que sintetiza o direito fundamental de cada pessoa sobre seu próprio corpo, suas próprias escolhas, sua própria narrativa. A estampa aqui não é decorativa. É um ato. É você dizendo em letras que não passam despercebidas: meu corpo, minha soberania, meu direito. E isso, para quem entende, é arte pura.
A história dessa frase começa muito antes das ruas contemporâneas. Ela está enraizada no movimento feminista dos anos 1970, quando mulheres cansadas de terem seus corpos legislados, medicalizados e controlados por instituições patriarcais decidiram que não. Que seus corpos não eram propriedade do Estado, da Igreja, de homens, de ninguém a não ser delas mesmas. "My Body My Choice" virou o grito das lutas por direitos reprodutivos, mas transcendeu isso. Tornou-se um lema sobre corporalidade, agência, autonomia. É a frase que diz: você tem o direito de existir como você decide existir. Seu corpo não é um campo de batalha para ideologias alheias. Sua pele, seus órgãos, sua forma de ocupar espaço isso é soberano. É seu. Ponto. A filosofia por trás é simples, mas revolucionária: a liberdade começa onde termina a sua pele.
Hoje, em 2024, "My Body My Choice" ressoa em camadas que seus criadores originais talvez não imaginassem. Não é apenas sobre aborto ou contracepção ainda que seja, fundamentalmente. É sobre gordofobia que te diz qual corpo é aceitável, sobre transfobia que nega sua identidade, sobre capacitismo que dita como você deve se mover, sobre racismo que fetichiza ou rejeita sua pele, sobre tudo que tenta te fazer sentir estranho em sua própria carne. A frase é um escudo e uma espada. Um lembrete de que enquanto existirem pessoas sendo julgadas, policiadas e punidas por seus corpos por sua aparência, sua sexualidade, sua deficiência, sua forma de estar vivo essa frase não deixará de importar. Ela é necessária. É urgente. É atemporal.
O moletom em si é feito para dias em que você precisa de calor e coragem. Moletinho leve porque nem toda resistência precisa de peso, nem toda declaração precisa gritar. Corte slim que abraça sem sufocar, que define sem aprisionar: uma metáfora em tecido. Sem capuz você quer ser visto, identificado, encontrado. Punhos e barra canelados que seguram a peça perto, que a fazem durar, que a tornam real e confortável ao mesmo tempo. De PP ao 3G, porque a Lacraste sabe que corpos diversos vestem ideias diversas, e todas merecem estar aqui. Esse moletom foi pensado para o inverno que não pede desculpas aquele frio penetrante, direto, que não tenta ser educado. E para quem também não abre mão de ser quem é, mesmo quando está 10 graus lá fora.
Aqui na Lacraste, a gente entende que uma peça de roupa não é neutra. Especialmente quando ela carrega uma ideia que custou suor, lágrimas e coragem para estar aqui, presente, declarada. "My Body My Choice" em um moletom não é fashionable. É necessário. É o tipo de coisa que você veste porque precisa ver isso no espelho, porque precisa lembrar a si mesma, porque precisa que outros saibam onde você está. A gente coloca essa estampa aqui porque acreditamos que cultura é arte, política é arte, e sua vida como você escolhe vivê-la é a obra mais importante que você vai criar.
Então: este não é um moletom para se aquecer em silêncio. É um moletom para se aquecer em companhia de uma ideia. Para andar pela rua sabendo que você está usando algo que pessoas morreram defendendo. Para se sentir parte de uma continuidade de resistência que começou antes de você nascer e que, esperemos, continue depois que você partir. "My Body My Choice" não é uma frase que envelhece. É uma frase que se aprofunda.
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
