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Um moletom que sussurra: \"somos todos amantes de algo que nos consome\"".
\n\nA estampa \""Amantes\"" não é sobre romance baço de novela das oito. É sobre a obsessão, aquela que te faz acordar às 3 da manhã pensando em uma ideia, em uma pessoa, em uma obra de arte que não sai da sua cabeça. É sobre o amor como força motriz aquele que move civilizações, que inspira revoluções, que transforma gente comum em seres desesperados e belos. A imagem que habita este moletom carrega o peso dessa devoção: dois corpos (ou duas mentes?) em fusão, numa composição que parece simultaneamente delicada e violenta. Há algo de Rodin aqui, daquele instante suspenso onde dois seres se tocam e toda a eternidade acontece naquele contato. Mas há também algo muito contemporâneo essa ideia de que amar em 2024 é se expor, é abraçar a vulnerabilidade como ato político.
\n\nA história do amor na arte é a história da humanidade tentando capturar o inefável. Desde Apolo perseguindo Dafne nas telas renascentistas até Kusama criando infinitos abóboras como metáfora de obliteração do ego, artistas sempre tentaram visualizar aquilo que é puramente sentimento. \""O Beijo\"" de Rodin (1882) é talvez a escultura mais honesta sobre isso: dois corpos que desaparecem um dentro do outro, onde não há mais separação entre quem ama e quem é amado. Há uma fusão ontológica. A filosofia romântica do século XIX elevou isso a dogma a ideia de que o amor é transcendência, é superação da individualidade burguesa, é acesso ao sublime. Depois veio Freud e meteu confusão nisso tudo, dizendo que amor é projeção de neuroses. E aí os surrealistas se apaixonaram (literalmente) pela ideia de que o desejo era a força criativa máxima do universo. E depois?"" Depois a gente continuou tentando explicar algo que é fundamentalmente inexplicável.
\n\nO que ressoa hoje nessa estampa é exatamente a contradição. Vivemos na era dos relacionamentos algoritmos, dos perfis curados, das conexões desencarnadas e ao mesmo tempo há uma sede DESESPERADA por algo real, por contato, por alguém que realmente te veja. \""Amantes\"" é um grito contra a leveza. É um aviso de que a profundidade ainda existe, que vale a pena arriscar tudo por uma ideia, por uma pessoa, por uma causa. É irônico? Sim. Porque colocar isso em um moletom é ao mesmo tempo trivializar e glorificar. É dizer: \""posso usar minha devoção como um casaco\"". E de alguma forma, isso é exatamente o que a gente faz carregamos nossas obsessões, nossos amores, nossas convicções como armaduras. Ou como uniformes.
\n\nAgora, o moletom. Porque a ideia só existe se tiver casa. Este é um suéter slim em moletinho leve aquele tecido que respira, que não te sufoca quando o inverno chega. Sem capuz (porque às vezes você quer ser visto), com punhos e barra canelados (porque detalhes importam, até quando você está se encolhendo do frio). O corte slim acompanha seu corpo sem abraçá-lo de forma claustrofóbica. É funcional, é discreto onde precisa ser, e grita onde precisa gritar na estampa. Tamanhos de PP ao 3G, porque corpos são diversos e a arte não escolhe tamanho para existir. Este é o tipo de peça que você veste nos dias em que a temperatura caiu mas a alma ainda está quente. Nos dias em que você precisa de uma armadura morna. Nos dias em que estar vivo é suficiente, mas estar vivo com uma referência cultural é infinitamente melhor.
\n\nA Lacraste entende que \""Amantes\"" não é apenas bonito. É necessário. Numa época em que a gente é encorajado a manter as distâncias, em que o amor é reduzido a um like, em que a paixão é vista como ineficiência colocar uma estampa que celebra a fusão, a obsessão, a devoção é um ato de resistência. É dizer que você ainda acredita em coisas grandes. Que você ainda se importa o suficiente para arriscar parecer ingênuo. É reunir arte histórica, referências visuais, filosofia e design numa peça que funciona tanto para manter você aquecido quanto para manter você lembrado de por que está aqui.
\n\nQue tipo de pessoa veste isso? Aquela que entende que o inverno é uma metáfora, mas também é frio mesmo. Que carrega referências como outros carregam medo. Que sabe que a melhor forma de honrar uma grande ideia é vivê-la, portá-la, usá-la como segunda pele. Para quem não consegue separar vida de arte, forma de vida de estética. Para quem sabe que cada escolha de roupa é também uma escolha de posicionamento no mundo.
\n\nA Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
\nCada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
\nNascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
\nPra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
\nLacraste. Arte que você usa.
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