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O casaco que transformou a solidão em uniforme e fez da Lua a companhia perfeita.
Existe um momento no cinema em que tudo muda. Quando a câmera se afasta da Terra, quando os personagens deixam o conforto conhecido para enfrentar o vazio. A estampa "Viagem à Lua" não é apenas uma referência visual é um manifesto silencioso sobre o ato de partir, de abandonar o trivial e buscar algo que ninguém consegue explicar, mas todos reconhecem quando veem. É a mise-en-scène do desconhecido vestida como rotina. É você dizendo: "Eu já compreendi a brincadeira daqui, preciso de uma vista melhor."
Desde que Méliès apontou a câmera para o céu em 1902, a Lua deixou de ser apenas um corpo celeste para virar sinônimo de escape. Ela é a metáfora que funciona a que não cansa, a que atravessa gerações, a que adolescentes tatuam no braço e artistas colocam em instalações que custam milhões. No cinema, a Lua é simultaneamente destino e impossibilidade, sonho e realidade, proximidade e abismo. Quando você veste uma Lua, você não está apenas usando uma estampa. Está vestindo uma questão existencial que vem do século XIX e segue perturbando qualquer um com capacidade de olhar para cima.
Hoje, em um mundo onde tudo promete ser alcançável onde a Lua virou meme, TikTok, NFT, commodity há algo profundamente revolucionário em simplesmente olhar para ela como fez Méliès: com espanto. Com a sensação de que existe algo ali que a tecnologia ainda não conseguiu trivializar completamente. A estampa respira isso. Ela não é irônica sobre a Lua, é irônica sobre a gente sobre como continuamos fingindo que sabemos o que queremos quando o que realmente queremos é partir para um lugar onde as perguntas fazem mais sentido que as respostas.
O Hoodie é o tipo de peça que se torna invisível de tanto uso aquele casaco que você coloca sem pensar, que vira segunda pele, que os amigos reconhecem de longe porque é literalmente sua assinatura. Este aqui vem em moletinho aquele tecido que não é algodão nem é sintético, é exatamente o ponto de equilíbrio entre estrutura e negligência. O capuz é generoso, feito para desaparecer dentro dele quando necessário. O bolso canguru é o lugar onde sua mão encontra refúgio, onde você coloca as mãos quando quer deixar claro que não está aqui para interagir. O cordão regulável permite que você configure seu próprio nível de isolamento tecnicamente você pode se fechar completamente do mundo ou manter uma fresta aberta. É design para quem entende que estar presente não significa estar disponível. A modelagem slim garante que você não pareça um saco de batata flutuante, mas mantém aquele caimento despreocupado que diz: "Eu me visto para mim, não para você." De PP ao 3G, ele respira diferente em cada corpo em alguns é quase minimalist, em outros é oversized refinado. A estampa "Viagem à Lua" imprime exatamente no peitoral, como um emblema, como uma declaração de intenção que fica visível mesmo quando você está com a cabeça baixa.
A Lacraste não faz hoodies genéricos. Fazemos hoodies que funcionam como declaração, não como vestimenta. Este aqui carreia consigo toda uma genealogia de cinema, de escape, de busca por sentido. Ele convida silenciosamente, com propósito outros que também entendem que existe algo além da banalidade do dia a dia. É para quem usa roupa como linguagem, não como protocolo. Para quem sabe que quando alguém reconhece a referência, é porque você e essa pessoa falam o mesmo idioma.
Não é apenas um casaco. É um bilhete de ida. A Lua já tem hotel reservado.
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
