| 1 x de R$179,10 sem juros | Total R$179,10 | |
| 2 x de R$98,19 | Total R$196,37 | |
| 3 x de R$66,40 | Total R$199,21 | |
| 4 x de R$49,86 | Total R$199,45 | |
| 5 x de R$40,95 | Total R$204,73 | |
| 6 x de R$34,13 | Total R$204,75 | |
| 7 x de R$29,86 | Total R$209,05 | |
| 8 x de R$26,13 | Total R$209,06 | |
| 9 x de R$23,82 | Total R$214,36 | |
| 10 x de R$21,61 | Total R$216,08 | |
| 11 x de R$19,65 | Total R$216,10 | |
| 12 x de R$18,23 | Total R$218,70 |
VHS: o formato que recusou morrer e a estética que nunca envelheceu.
A fita cassete é um artefato. Um objeto que você segura nas mãos e sente o peso da materialidade coisa que a gente perdeu quando streaming virou invisível. Mas a estampa VHS não é nostalgia ordinária. É uma conversa com o tempo: sobre como a gente consome, sobre o que a gente salva, sobre por que alguns formatos recusam desaparecer mesmo quando a tecnologia diz que deveriam. Esse moletom carrega um símbolo que é ao mesmo tempo objeto de afeto e crítica cultural. Quem veste isso não está pedindo desculpas por gostar de coisas antigas está dizendo que a qualidade e a intenção importam mais do que a novidade. A fita gravada manualmente, rebobinada tantas vezes que o áudio começava a distorcer, é uma metáfora viva para a imperfeição como valor. Para o acaso como design.
O VHS nasceu na década de 1970 como formato de armazenamento em massa, mas foi na década de 1980 e 1990 que se tornou cultural período em que toda a narrativa do cinema e da televisão passava por aquela pequena caixa plástica. Você gravava o programa de TV que ia perder, alugava filmes na locadora do bairro, criava compilações de clipes musicais. O VHS democratizou o acesso à cultura audiovisual de um jeito que a gente só volta a ver com a internet mas com uma diferença crucial: havia cura, havia escolha deliberada, havia ritual. Você tinha que ir até a locadora. Você tinha que ejetar a fita. Você tinha que rebobinar (ou não, se quisesse começar do final). Essa materialidade criou uma relação com a mídia que o digital nunca replicou. O VHS é a prova de que tecnologia não é neutra ela molda como a gente consome, relaciona e preserva significado.
Hoje, quando a gente fala de VHS, não é mais sobre tecnologia superada. É sobre redundância como escolha estética. É sobre a emergência dos formatos analógicos como resistência não ingênua, mas consciente contra o fluxo infinito e descartável do digital. Vinyl, filme fotográfico, VHS: esses formatos voltam porque carregam algo que algoritmos não conseguem ofertar: finitude. Você não pode scrollar infinitamente por uma fita cassete. Há um começo, um fim, e silêncio depois. Isso é radical em um mundo construído para o consumo sem pausa. A estampa VHS não é uma nostalgia burra é uma filosofia de consumo transmitida em ícone visual. Diz: eu respeito o que consumo o suficiente para tocá-lo.
O moletom que carrega essa estampa é tão importante quanto ela mesma. Estamos falando de um hoodie em moletinho aquele tecido que é quase uma segunda pele no inverno, que absorve o peso do corpo e o devolve em calor. A modelagem é slim, o que significa que ele não vira uma casaca disforme: cabe bem, define a silhueta sem apertar, e o capuz tem aquela proporção que protege sem parecer um esconderijo. O cordão regulável é cordão regulável funciona, esteja você usando ou deixando pendurado (e sim, tem gente que deixa pendurado porque é parte da estética). O bolso canguru é grande o suficiente para as duas mãos, pequeno o suficiente para não parecer uma bolsa. Essa é a modelagem de quem usa hoodie para de verdade não para parecer que usa. Para quem quer estar confortável e invisível em uma multidão, ou para quem quer estar bem definido em um ambiente seleto. O caimento é democrático nesse sentido. De PP ao 3G, a intenção é a mesma: cobrir com propósito, sem apologia.
Na Lacraste, a gente entende que uma referência só merece ser impressa se ela tiver camadas. VHS tem camadas. Tem a camada do objeto industrial. Tem a camada da memória coletiva. Tem a camada da crítica ao consumo contemporâneo. E tem a camada talvez a mais importante do silêncio. Porque quem veste um moletom com essa estampa não está gritando. Está sussurrando para quem consegue ouvir. Está dizendo: eu vejo a ironia de estar usando um símbolo de morte tecnológica em um mundo que adora morte tecnológica. E tudo bem. Mais do que tudo bem.
Este moletom existe porque cultura não é linear. Ela retorna, ressignifica, questiona. E a melhor forma de questionar é usando. De carregar no peito. De deixar as pessoas se perguntarem: por que ele tá usando VHS estampado em 2025? E quando encontrem a resposta, quando pesquisarem, quando assistirem aquele filme que tinham esquecido em VHS, quando lembrarem da locadora do bairro aí a peça já cumpriu sua função de verdade.
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
