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O silêncio nunca foi tão eloquente quanto quando vem acompanhado de tesoura.
Existe um tipo específico de humor que não pede permissão para existir. É aquele que entra pela porta dos fundos, senta no sofá e reclama da temperatura da casa como se sempre tivesse morado ali. A estampa "Tesourada" encarna exatamente isso: uma tesoura simples, direta, sem contexto explicativo, apenas ali. É o tipo de imagem que funciona como um código quem vê e ri já pertence a um clube. Quem vê e não entende está prestes a entender, ou vai ficar intrigado o dia inteiro. E é justamente essa ambiguidade que a torna tão poderosa. Não é uma piada explicada. É uma piada que respira sozinha. Tesourada não precisa de legenda, de emoticon, de "vc entendeu". Ela apenas existe, como provocação visual que questiona o óbvio e transforma o banal em absurdo com propósito crítico.
No universo dos memes e da cultura digital, a tesoura ganhou vida própria. Ela representa cortes finais, decisões irreversíveis, aquele gesto de "chega" que é mais eloquente que qualquer discurso. Há décadas, artistas plásticos exploram a tesoura como símbolo de intervenção, destruição criativa, e até libertação basta pensar em Caio Fernando Abreu, em performances de body art, em cinema experimental. Mas aqui, na Lacraste, a tesoura desceu do pedestal da galeria e se tornou o que sempre deveria ter sido: um acessório do cotidiano irônico de quem não aguenta mais fingir que entende política, relacionamentos ou redes sociais. É a tesoura de quem corta amarras, literalmente ou metaforicamente. E o número 69 completando a composição? Bem, isso é outra camada inteira de brincadeira visual que responde ao próprio absurdo com mais absurdo porque humor que não se leva a sério consegue dizer coisas que discursos solenes nunca alcançam.
Estamos em um momento em que a cultura digital criou uma nova linguagem de resistência. Não é protesto com faixa nem manifesto impresso. É piada que circula em grupo de WhatsApp, é meme que você encaminha pra alguém específico porque sabe que aquela pessoa vai captar a ironia em 0.3 segundos. A tesoura virou símbolo dessa comunicação cifrada aquela que passa por cima da superficialidade e cria comunidade entre quem pensa. Quando você usa uma peça com "Tesourada", você não está só usando um hoodie. Está dizendo: "Eu sou daqueles que riem de coisas que outras pessoas acham estranhas". É um marcador social discreto mas absolutamente eficiente. É a roupa como sinal de tribo.
E aí entra o moletom. Não qualquer moletom. É um Hoodie em moletinho aquele tecido que parece abraçar você de volta quando você coloca. É slim o suficiente para não parecer que você dormiu com a roupa, mas confortável o suficiente para parecer que dormiu mesmo assim. O capuz é aquela estrutura que protege não só do frio, mas também de olhares, de pequenas conversas desnecessárias, daquele incômodo social leve. Tem bolso canguru porque mão fria é um crime contra a humanidade e cordão regulável que você pode ajustar ou deixar pender, dependendo do seu nível de isolamento voluntário naquele dia. É a roupa do introverto com senso de humor. A roupa de quem prefere escrever algo engraçado no peito do que ter que explicar verbalmente por que discorda de alguma coisa. Tamanhos de PP ao 3G, porque a Lacraste acredita que bom gosto não tem numeração. Bom gosto é universal. O tecido respira, o corte abraça sem sufocar, e a estampa "Tesourada" fica centralizada visível o suficiente para quem quer ver, discreta o suficiente para quem quer apenas sentir que está usando algo que significa algo.
Por que um hoodie com uma tesoura faz sentido na Lacraste? Porque aqui a gente entende que moda não é sobre estar bonito. É sobre estar certo. E estar certo, em 2024, significa ser capaz de carregar referências que filtram seu mundo. Significa vestiário que pensa. A Lacraste nasceu na interseção entre arte e moda o lugar onde você pode usar Mondrian no braço e meme no peito sem parecer incoerente, porque a coerência real está no pensamento por trás, não na hierarquia das referências. "Tesourada" é exatamente isso: humor com camadas, absurdo que responde a algo real, arte que você pode colocar no corpo e carregar pro mercado, pra reunião, pra janta informal com amigos que vão ri de longe entender a graça.
Então coloca o hoodie, puxa o capuz, enfia a mão no bolso canguru e sai por aí carregando uma tesoura no peito. Quem vê e ri é seu povo. Quem vê e fica intrigado está prestes a ser seu povo. E quem vê e não entende? Bem, ainda há esperança pra todo mundo.
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
