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Um suéter que sussurra "eu sei o que estou fazendo" enquanto você toma café em novembro.
A estampa "Super Dad" não é um elogio ao patriarca genérico. É uma ironia carregada de camadas aquela que apenas quem entende referência consegue decodificar. "Super Dad" invoca simultaneamente o superhero kitsch dos anos 80, a internet culture dos memes de pai-coruja, e aquela sensação muito específica de ser "demais" para o mundo, mas exatamente o tamanho certo para quem te importa. É a roupa de quem sabe que ser patético é uma posição estética legítima, e que carregar isso com ironia é a forma mais honesta de estar vivo em 2024.
Essa referência vem da intersecção entre a cultura pop americana e a autoparódia digital. Os "super dads" começaram como personagens cômicos na televisão pais de videoclipe, com bermuda e chinelo e ressurgiram nas redes sociais como um arquétipo celebrado ironicamente. Mas há algo profundo nisso: a reclamação cínica com o machismo tradicional, o desejo de desconstruir a figura do "homem forte" sem deixar de ser cuidadoso, divertido, presente. A estampa carrega essa ambiguidade. Não está zombando. Está abraçando a contradição de ser imperfeito, ridículo e ainda assim digno de admiração.
Num mundo onde tudo precisa ser "autêntico" demais, onde a sinceridade é um produto de luxo e a ironia é o único idioma comum, uma peça que diz "eu sou um super dad" é um ato de resistência. É recusar a escolha binária entre ser sério ou ser brincalhão. É entender que a maior potência está na fricção entre essas duas coisas na possibilidade de dizer algo importante enquanto piscas o olho.
O moletom em si é feito em moletinho leve aquele tecido que respira, que não sufoca como um abraço de avó no inverno, mas mantém você quente como um abraço de quem realmente se importa. Sem capuz, porque nem tudo precisa te esconder. O corte é slim, aquele que não te faz parecer uma tenda, mas também não nega o conforto fundamental de um suéter. Os punhos e a barra canelados seguram tudo no lugar literalmente. Há algo de poesia em um punho canelado: ele não é um detalhe, é uma promessa de que as coisas vão ficar exatamente onde você as colocou. De PP ao 3G, porque conforto não tem tamanho único, e porque entendemos que corpos são corpos, não categorias de publicidade.
Quando você veste um moletom Lacraste, não está apenas se aquecendo. Está assinando um documento. Um manifesto silencioso que diz: eu sei o que essa estampa significa, eu leio referências, eu brinco com as coisas sérias e sou sério sobre as brincadeiras. É o tipo de peça que faz sentido no café da manhã de domingo, na reunião que poderia ter sido um email, no parque onde você fingia que não está observando as dinâmicas sociais ao seu redor.
A Lacraste coloca essa estampa aqui porque entendemos que moda é linguagem e essa linguagem precisa ter ironia, profundidade, e um toque de absurdo. Um suéter "Super Dad" só existe se a marca que o faz acredita que roupa é conversa, que estampa é filosofia em 300 gramas de tecido. Estampa que vai lavar, secar, e continuar dizendo exatamente o que você quis que ela dissesse quando colocou na máquina pela quinta vez.
Use quando quiser ser visto sem gritar. Use quando souber que quem importa vai entender. Use porque os dias frios não pedem desculpa, e você também não deveria pedir.
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
