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Uma camiseta que diz em duas palavras o que levou décadas para o mundo aprender a sussurrar.
"Pussy Power" é humor ácido disfarçado de simplicidade. É aquele tipo de estampa que funciona em camadas a primeira camada é óbvia, a segunda é política, a terceira é uma gargalhada que dói um pouco. Quando alguém vê de longe, pode ser só uma frase provocadora. Quando vê de perto, percebe que você está falando sobre autoridade, autonomia e o direito de ocupar espaço sem pedir desculpas. A estampa não grita. Sussurra com autoridade. E isso é muito mais perturbador para quem precisa ser perturbado.
Essa frase emerge de um lugar específico na cultura contemporânea aquele momento em que a rebeldia feminista saiu dos encontros fechados, das publicações acadêmicas e invadiu a rua, as redes, as camisetas. "Pussy Power" é filha direta do feminismo da internet, daquela onda que misturou teoria com meme, Simone de Beauvoir com TikTok. Mas a força dessa expressão vem de muito antes: vem de cada mulher que precisou reclamar seu corpo, seu direito de existir, seu direito de ser "demais" demais barulhenta, demais ambiciosa, demais sexual, demais. A frase inverte a narrativa: se ser demais é o problema, que seja o poder. A história tentou nos convencer de que feminilidade é sinônimo de passividade. Essa estampa diz que passividade nunca foi uma opção real foi apenas o que nos ensinaram a fingir.
Em 2024, uma estampa assim ressoa diferente de como ressoaria em 2014. Hoje vivemos em um tempo de backlash, de regressão, de tentativas viscerais de devolver as mulheres a um lugar de silêncio. Dentro disso, dizer "Pussy Power" não é mais um grito de revolução é um ato de resistência pura. É colocar no corpo a recusa. É dizer: não vou fazer silêncio bonito, não vou ser consumida sem deixar marca, não vou fazer você se sentir confortável com minha existência. E isso importa agora mais do que nunca, exatamente porque importa menos para quem gostaria que importasse ainda menos.
A camiseta é tradicional corte reto, unissex, aquela que não tenta se desculpar por ocupar espaço. Algodão 100%, o tipo de tecido que respira, que envelhece bem, que fica melhor depois de lavar cem vezes. Costuras reforçadas porque uma boa peça não é para ser descartada quando sair de moda é para durar. Para ser usada em marchas, em festas, em dias normais que viram dias históricos sem aviso. O caimento é reto, nenhuma cintura cinzelada que tente te fazer parecer "feminina o suficiente" o tecido cai sobre o corpo com a indiferença confiante de quem não precisa agradar. Fica boa com calça jeans 501, com shorts preto, com saia longa irônica. Fica boa em PP e fica boa em 4G porque poder não tem tamanho, e também não tem tipo de corpo.
Na Lacraste, a gente não estampa frase bonitinha em algodão e chama de arte. A gente escolhe referências que já carregam peso histórico, que já significam algo. "Pussy Power" é uma delas é uma frase que vem de movimentos reais, de mulheres reais, de uma luta que é contar nos dedos e ainda é luta. Colocar essa frase em uma camiseta tradicional é um ato deliberado: dizer que você pode ser óbvia e ainda ser subversiva. Que simplicidade é uma escolha estética e política. Que às vezes a revolução não precisa de pirueta conceitual precisa de coragem para dizer em voz alta o que sabemos ser verdade.
Use quando quiser marcar posição sem fazer discurso. Use quando quiser que saibam onde você se posiciona só de passar. Use porque às vezes o melhor humor é aquele que te deixa furiosa primeiro e rindo depois ou rindo enquanto quer bater em alguém. Use porque você merecia uma camiseta que falasse por você quando você estivesse cansada de falar.
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
