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Um moletom que diz 'não', e diz alto, enquanto você toma café em dia de chuva.
A estampa "Pussy Power" não é um grito feminista tradicional é mais irônico que isso. É aquele tipo de poder que não pede permissão, que brinca com a própria palavra para tirar dela o peso que a sociedade insistiu em colocar. O design traz exatamente essa irreverência visual: letras grandes, diretas, sem apologética. Quem veste isso sabe que está carregando uma provocação. Uma piada que é também uma afirmação. Uma afirmação que é também uma brincadeira. É o tipo de estampa que funciona em múltiplas camadas o humor superficial para o leitor desatento, a crítica mais profunda para quem realmente entende o jogo das palavras e das intenções.
"Pussy Power" emerge do universo dos memes e da cultura digital de reclamação irônica aquele espaço onde as pessoas falam sobre opressão pelo ângulo do absurdo. Historicamente, a palavra sempre carregou carga pejorativa, um xingamento disfarçado de intimidade, uma forma de diminuir. Reappropriação é arte. É tomar o que foi feito para ferir e transformar em ferramenta de subversão. Vem daí: não é novo, mas é necessário cada vez que alguém decide simplesmente usar. A internet popularizou isso TikTok, Twitter, comunidades de pessoas cansadas que encontraram no humor destrutivo uma forma de lidar com o insuportável. "Pussy Power" é dessa linhagem. É meme que virou discurso.
Num mundo onde as mulheres ainda precisam negociar espaço na sala de reunião, na rua, na cama, no próprio corpo uma estampa que diz "poder da buceta" com tanta descontração é genuinamente subversiva. Não porque seja inovadora (não é), mas porque é gratuita. Não pede nada emprestado do discurso corporativo sobre "empoderamento feminino". Não vem com certificado de bom gosto. É apenas uma pessoa dizendo: eu existo, eu tenho poder, e vou chamar por seu nome real, obrigada. E o fato disso ainda ser ousado diz tudo sobre onde estamos.
O moletom que carrega essa estampa é feito em moletinho leve não é aquele grosso de inverno pesado, é mais respirável, mais vivo. O corte é slim, o que significa que segue a silhueta sem apertar, sem aquele caimento fofinho que algumas pessoas conseguem carregar e outras parecem estar usando pijama. Punhos e barra canelados dão aquele acabamento clássico de moletom que sabe quem é. Sem capuz, porque às vezes simplicidade é mais impactante que qualquer adorno. Tamanhos de PP ao 3G é para todos os corpos, não para a silhueta "ideal" que nunca existiu. O caimento é aquele que funciona melhor com calças retas ou com aquele corte mais desconstruído, jeans com furos, ou mesmo shorts nos dias em que o frio é relativo e a atitude é essencial. É a peça que você coloca quando quer estar confortável mas não quer desaparecer. Exatamente o oposto, na verdade.
A Lacraste entende que roupa é linguagem. E esse tipo de ironia risos que machucam, piadas que incomodam quem precisa ser incomodado é parte legítima de como a gente fala agora. "Pussy Power" não é para agradar. É para quem já desistiu de tentar caber nas expectativas alheias e decidiu simplesmente ocupar espaço. É para quem ri de si mesmo enquanto afirma coisas sérias. É para quem entende que o absurdo é cada vez mais a lingua franca da verdade.
Este moletom existe porque a Lacraste acredita que a moda não é refúgio para quem quer se esconder em bom gosto. É ferramenta para quem quer falar. Pode ser alto, pode ser ácido, pode ser o tipo de coisa que faz sua avó piscar os olhos. Tudo bem. As melhores ideias sempre foram incômodas no começo.
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
