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O corpo é político. A escolha é liberdade. A camiseta é o manifesto que cabe no seu guarda-roupa.
"My Body My Choice" não é um slogan é uma declaração ontológica. Quando você veste essa frase, você não está apenas expressando uma opinião sobre direitos reprodutivos (embora esteja). Você está afirmando algo muito mais radical: que seu corpo é seu. Que as decisões sobre ele não são propriedade do Estado, da religião, da família ou da cultura patriarcal que tenta reivindicar sua autonomia como se fosse um bem comum. A estampa é simples, precisa, quase minimalista e é exatamente por isso que ela perfura. Não há espaço para ambiguidade. Não há possibilidade de fingir que não entendeu. Quem lê essa frase na sua peça sabe exatamente o que você está dizendo. E sabe também que você sabe. Não é sussurro. É declaração.
A história dessa frase é a história de décadas de luta feminista, reprodutiva e corporal. Ela emerge com força nos anos 1970, durante o movimento pelo direito ao aborto nos EUA, mas suas raízes mergulham muito mais fundo em séculos de mulheres tendo seus corpos legislados, regulados, controlados, esquadrinhados por homens em cargos de poder. A frase se torna mantra porque é verdade simples: você não pode ter liberdade sem autonomia corporal. Você não pode ser livre se outras pessoas têm direito de voto sobre o que acontece dentro de sua pele. Mas "My Body My Choice" transcendeu a luta pelo aborto porque a autonomia corporal é um direito universal. É sobre mulheres recusando mutilação genital. Sobre pessoas trans escolhendo sua transição. Sobre Black Bodies se recusando a ser possuído, explorado, morto por um sistema que ainda herda a gramática da escravidão. É sobre deficientes tendo direito de escolher seus próprios tratamentos. É sobre você ter o direito soberano sobre o seu próprio território físico. Ponto. Nenhuma negociação, nenhum asterisco, nenhuma exceção para casos duvidosos.
Por que isso importa hoje, em 2025, quando supostamente já conquistamos tudo? Porque não conquistamos nada. A autonomia corporal nunca foi garantida foi concedida em alguns lugares, sob certas condições, sempre frágil, sempre ameaçada. Vemos isso acontecendo em tempo real: legislaturas anti-aborto proliferando em diversos países, políticas trans sendo revertidas, corpos migrantes sendo vigiados, corpos pobres sendo experimentados sem consentimento. A frase "My Body My Choice" é tão urgente quanto era em 1970. Talvez mais. Porque agora ela é também um aviso: isso ainda precisa ser dito. E enquanto precisar ser dito, precisa estar em todos os lugares inclusive estampado em algodão que cabe no seu corpo.
A camiseta é o suporte perfeito para essa ideia. Algodão 100%, corte reto e unissex porque autonomia corporal também é sobre recusar categorias. Tamanhos de PP ao 4G, porque todo corpo merece caber, merece existir, merece escolher sua própria roupa. As costuras são reforçadas, o caimento é clássico. Isso não é acidente. É intenção. Você pode lavar essa peça cem vezes e ela continua ali, íntegra, resistindo. A frase continua legível. A mensagem continua indiferente ao tempo. Ela funciona com absolutamente qualquer coisa tanto com uma saia quanto com uma bermuda, com tênis quanto com bota, com jaqueta oversized quanto com suéter. Porque um manifesto não precisa ser decorativo. Precisa ser portátil. Precisa estar ao seu lado em um protesto, em uma roda de conversa, em um dia normal de segunda-feira quando você simplesmente precisa lembrar de si mesma.
A Lacraste coloca essa estampa no mundo porque entende que moda e arte não são passatempo são linguagem. São modo de dizer o que precisa ser dito sem pedir permissão. Colocar "My Body My Choice" em uma camiseta de algodão é recusar a separação entre galeria e rua, entre lo sublime y lo trivial, entre o que merece estar musealizado e o que merece estar vivo, gastável, vivido. Essa frase não pertence a um quadro emoldurado pertence a corpos. Ao seu corpo. E por isso ela existe aqui, nesse contexto, nessa forma.
Vista isso quando precisar lembrar que autonomia não é negociável. Vista isso quando quiser dizer sem falar. Vista isso porque seu corpo te pertence, suas escolhas te pertencem, e ninguém tem direto de voto sobre isso. A camiseta é o suporte. Você é a mensagem.
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
