| 1 x de R$179,10 sem juros | Total R$179,10 | |
| 2 x de R$98,19 | Total R$196,37 | |
| 3 x de R$66,40 | Total R$199,21 | |
| 4 x de R$49,86 | Total R$199,45 | |
| 5 x de R$40,95 | Total R$204,73 | |
| 6 x de R$34,13 | Total R$204,75 | |
| 7 x de R$29,86 | Total R$209,05 | |
| 8 x de R$26,13 | Total R$209,06 | |
| 9 x de R$23,82 | Total R$214,36 | |
| 10 x de R$21,61 | Total R$216,08 | |
| 11 x de R$19,65 | Total R$216,10 | |
| 12 x de R$18,23 | Total R$218,70 |
Um hoodie que fuma e pensa enquanto você tenta decidir se quer conversar ou só existir.
Tem algo na imagem de um cigarro que funciona como metáfora visual perfeita: aquela fumaça que sobe, dispersa, desaparece. É efêmero. É contemplativo. É um símbolo que atravessou séculos de arte, literatura e cinema sem perder sua carga simbólica talvez porque o cigarro nunca foi apenas sobre nicotina. É sobre pausas. Sobre os momentos em que você sai da conversa e entra em si mesmo. A estampa "Cigarrets" não glorifica nada; apenas reconhece que existe uma beleza melancólica em quem precisa de silêncio para pensar. E há uma ironia deliciosa em usar isso em um hoodie a peça mais inteligente de se cobrir quando você quer estar perto de gente mas longe de verdade.
Historicamente, o cigarro é um personagem recorrente na história da arte moderna e contemporânea. Está em Basquiat aquele cigarro solto, quase agressivo, em telas que gritam ansiedade urbana. Está em Marlene Dietrich, fumando como um ato de rebeldia elegante. Está em toda a tradição do cinema noir, onde o cigarro não é acessório: é filosofia. Está também na iconografia da contracultura, do jazz, do existencialismo francês aquele modo de fumar enquanto se questiona o sentido da existência. Sartre fumava. Beauvoir fumava. Não eram apenas hábitos; eram gestos que carregavam perguntas sobre liberdade e responsabilidade. Em "A Náusea", Sartre descreve a experiência da existência com uma densidade que qualquer fumante reconheceria: aquela sensação de estar aqui, mas questionar por quê. A estampa traz isso não o vício, mas a filosofia que o circunda.
Hoje, quando falamos de "Cigarrets" em 2024, estamos em um espaço paradoxal. A cultura visual dos cigarros é proibida em publicidade, mas permanece onipresente em arte. Existe uma nostalgia em torno da imagem uma nostalgia não do hábito, mas da liberdade que aquela imagem representava. Usar um hoodie com cigarros é um ato discreto de ironia: você está dizendo que reconhece a referência, que entende por que isso importa na história visual da rebeldia elegante, que não precisa de explicação. É quase um jogo de inteligência quem pensa reconhece; quem não pensa, apenas vê uma imagem. Nesse contexto, a peça funciona como um código: você está usando uma ideia que já foi significativa, e a forma como você a carrega importa mais do que a imagem em si.
O hoodie em si é estratégia. É moletinho aquele tecido que abraça sem sufocar, quente nos dias frios mas respeitoso durante transições de estação. O capuz é proteção: quando você o sobe, você escolhe não estar completamente presente. É uma linguagem não-verbal que todos entendem: "Estou aqui, mas não plenamente." O bolso canguru funciona como refúgio mãos que precisam de lugar para desaparecer, gestos que precisam de privacidade. E o cordão regulável? Isso é a cereja: você controla quanto do seu rosto quer revelar. Tudo nessa peça é sobre agência. Sobre escolher seu nível de engajamento com o mundo. O caimento slim não é justo demais, não é folgado demais é aquele equilíbrio que funciona em qualquer corpo, em qualquer momento de sua vida. PP ao 3G significa que isso é realmente para todos. Não é peça que exclui; é peça que acomoda. E quando você veste, a estampa fica em primeiro plano ela não compete com o seu corpo, ela é parceira dele.
Na Lacraste, esse hoodie existe porque reconhecemos que roupa é comunicação, e comunicação é sempre uma escolha política. A estampa "Cigarrets" não está aqui para vender um estilo; está aqui porque entendemos que existe uma linhagem histórica entre a rebeldia contemplativa, a intelectualidade visual, e a forma como você escolhe se apresentar ao mundo. Colocamos Van Gogh um fumante ao lado disso. Colocamos a ironia do cinema noir ao lado disso. Colocamos a verdade sartreana de que existir é questionar ao lado disso. Porque cultura não é hierarquizada aqui. É relevante. E essa estampa é relevante porque toca em algo real: a necessidade de pausa, de silêncio, de contemplação em um mundo que não para.
Use isso quando você quiser dizer algo sem falar. Use quando a conversa não é necessária, mas a presença é. Use quando você quer que quem entende reconheça, e quem não entende, pesquise depois. Use no inverno quando o frio exige mais do que um abrigo exige também um pensamento. Use porque beleza melancólica é um direito estético. E use porque existe uma liberdade radical em usar uma imagem que a publicidade proíbe, mas a arte canoniza.
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
