| 1 x de R$170,10 sem juros | Total R$170,10 | |
| 2 x de R$93,25 | Total R$186,50 | |
| 3 x de R$63,07 | Total R$189,20 | |
| 4 x de R$47,36 | Total R$189,42 | |
| 5 x de R$38,89 | Total R$194,44 | |
| 6 x de R$32,41 | Total R$194,46 | |
| 7 x de R$28,36 | Total R$198,54 | |
| 8 x de R$24,82 | Total R$198,56 | |
| 9 x de R$22,62 | Total R$203,59 | |
| 10 x de R$20,52 | Total R$205,23 | |
| 11 x de R$18,66 | Total R$205,24 | |
| 12 x de R$17,31 | Total R$207,71 |
Exu vai dar. E você, vai vestir a provocação.
Existe aquele momento em que a gente percebe que o absurdo virou realidade e a única resposta possível é rir muito, alto e sem culpa. "Exu vai dar" é exatamente isso: uma frase que funciona como amuleto urbano, como profecia de boteco, como aquela verdade que ninguém pediu mas todos reconhecem na hora. Exu, a divindade yorubá do caos, da encruzilhada, da transformação e da comunicação, vira aqui um personagem de meme, um influenciador cósmico que promete resolver (ou piorar, o detalhe é irrelevante) a situação. A estampa carrega essa dubiedade: é devoção e zuação simultaneamente. É rezar e rir da própria reza. É reconhecer que na vida especialmente nessa só mesmo alguém ou algo completamente impalpável vai conseguir dar um jeito. E por que não Exu?
Exu é talvez a divindade mais incompreendida do panteão africano-brasileiro. Durante séculos, a narrativa branca, colonial e cristã transformou a figura do orixá em demônio em "Satã", em inimigo. Mas quem realmente entende Exu sabe: ele é o intermediário, o mensageiro, aquele que abre os caminhos. Exu é o dono do limiar. É aquele que transita entre mundos, entre possibilidades, entre o que foi e o que será. Na cultura digital, em memes e na linguagem urbana contemporânea, Exu reaparece deificado de novo mas dessa vez pelos próprios pretos, pelos periféricos, pelos que entendem que o caos é a única ordem que faz sentido. "Exu vai dar" é invocar essa energia: é dizer que existe uma força que não respeita convenção, que não pede permissão, que simplesmente *age*. E que talvez a gente precise disso. Talvez a gente respeite isso. Talvez a gente seja isso.
Em 2024, em um mundo onde tudo promete ser resolvido por algoritmos, influenciadores, protocolos e bom senso (que não existe), a ideia de que "Exu vai dar" é quase revolucionária. É um grito afro-brasileiro que recusa a lógica do produtivismo, da auto-ajuda, do "manifeste sua melhor versão". Aqui não tem pensamento positivo. Aqui tem Exu caótico, impalpável, divertido, sagrado e profano ao mesmo tempo. A estampa ressoa porque vivemos em encruzilhadas permanentes. Porque o caos virou método. Porque às vezes a gente precisa de algo que não promete solução, mas que garante que *algo vai acontecer*. E se Exu for quem faz isso acontecer, bem pelo menos a gente terá uma boa história para contar depois.
Este moletom suéter é corte slim, aquele que cola sem apertar, que respeita o corpo mas não deixa desapercebido. Moletinho leve nada de aquele tecido pesado que transforma você em um saco de dormir. Sem capuz (porque quem pensa grande não se esconde), com punhos e barra canelados que dão acabamento limpo, preciso, arquitetado. Tamanhos de PP até 3G: porque Exu cabe em todo tamanho, em toda silhueta, em toda gente. É o tipo de peça que você veste em dia nublado, em noite de transição de estação, nesses momentos suspensos do calendário quando você não sabe exatamente o que está acontecendo mas sabe que está acontecendo algo. O tecido respira junto com você. A estampa conversa com quem sabe conversar. E quem não sabe? Bem, vai pesquisar depois. Vai descobrir que Exu é sério. Que está nos livros. Que está na história. Que está na rua.
A Lacraste existe para isso: para colocar lado a lado o que a indústria de moda insistiria em separar. Para dizer que mitologia e meme ocupam o mesmo espaço. Que referência pop e sagrado não são inimigos. Que você pode ser devoto e irônico, sério e absurdo, crítico e divertido, tudo ao mesmo tempo. "Exu vai dar" é uma estampa que só faz sentido em uma marca que acredita nisso. Que entende que arte é comunicação. Que roupa é manifesto. Que uma peça de moletom pode carregar séculos de história, contemporaneidade urgente e um sorriso cúmplice de quem reconhece a referência.
Vista isso no inverno que vem. Vista quando precisar lembrar que existe algo além do que a gente consegue controlar. Vista quando quiser dizer, sem palavras, que você entende a piada. Que você faz parte dessa conversa. Que você acredita que Exu vai dar e que isso é o suficiente. Mais que suficiente. É tudo que a gente tem.
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
