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Um moletom que sussurra sobre a forma como vemos e o que vemos nos vê de volta.
"Ensaio Sobre Telas" não é apenas uma estampa. É uma questão visual formulada em algodão. Ela fala sobre a tela como superfície de projeção aquela zona onde a realidade e a representação se abraçam, se confundem, se traem mutuamente. Quando você veste essa peça, você não está apenas usando uma imagem. Está carregando uma investigação sobre o ato de olhar. Sobre como tudo que vemos passa por uma moldura, um filtro, uma tela. E como essa tela qualquer tela transforma aquilo que atravessa. A estampa pulsa com essa ambiguidade: é referência à pintura clássica? À tecnologia contemporânea? À própria mediação da realidade que vivemos? Sim. Tudo ao mesmo tempo. E essa indefinição deliberada é exatamente o ponto.
Historicamente, a tela seja de pintura, seja de cinema, seja de vidro brilhante na sua mão sempre foi um objeto de poder. Ela escolhe o que mostrar e o que esconder. Ela moldura a experiência. Desde os pintores renascentistas que debatiam a perspectiva linear até Baudry e sua "ideologia da representação", filósofos e artistas não param de questionar: quando olhamos para uma tela, quem está realmente observando quem? No século XX, essa pergunta ficou ainda mais aguda. McLuhan falava de mídia como extensão do corpo. Flusser questionava a imagem técnica. Lacan discutia o olhar como objeto de desejo. E tudo isso toda essa linhagem de pensamento sobre superfícies, molduras e representação converge nesta estampa. Ela não responde a pergunta. Ela a lembra. E essa lembrança, quando você a veste, vira uma afirmação silenciosa de que você sabe que está dentro do jogo. Que você entende a armadilha. E que, mesmo assim, continua olhando.
Por que isso importa agora, em 2025, quando estamos todos literalmente presos em telas? Porque a ironia nunca foi tão urgente. Vivemos um momento em que a mediação é tão total que esquecemos dela. A tela virou ar. Invisível. Onipresente. Então uma peça que diz "ei, olha a tela, olha como você está olhando através dela" funciona como um tapa de lucidez no rosto do inconsciente coletivo. Não é pessimismo. Não é luddismo. É apenas clareza. É reconhecer a condição sem dramaticidade, mas também sem ingenuidade. E há algo profundamente inteligente em usar isso num moletom essa peça que é, em si, uma tela. Literalmente. Algo você veste para que os outros vejam. Uma superfície sobre seu corpo. Meta sobre meta. Camada sobre camada.
O moletom em si é uma afirmação de conforto sem sacrifício de conceito. É moletinho leve aquele tipo de tecido que abraça sem sufocar, que respira nos dias que começam frios mas que você sabe que vai ficar entre 15 e 22 graus. Sem capuz, porque a ideia que você carrega não precisa se esconder. Corte slim, porque isso não é para andar como um peixe dentro de uma bolsa. É para caber em você. Punhos e barra canelados detalhe que transforma um moletom comum em uma peça de consideração, de proporção pensada. Não é oversized. É calibrado. É para quem entende que ideias também precisam de silhueta. Que clareza visual amplifica clareza conceitual. Os tamanhos vão de PP ao 3G porque uma ideia sobre telas não tem biotipo. Toda pele é uma tela. Todo corpo projeta. Você entra neste moletom e ele se ajusta não é ele que se molda a você, é você que se reconhece dentro dele.
A Lacraste coloca "Ensaio Sobre Telas" em moletom porque isso é exatamente o que essa marca faz: pega pensamento complexo e o costura em tecido. Não vulgariza. Não simplifica. Apenas reconhece que roupa é tecnologia. Que corpo é meio. Que estampa é mensagem. E que inteligência verdadeira, densa, irônica pode viajar nos ombros de quem está frio e não quer desistir de pensar enquanto se aquece.
Este é um moletom para os dias em que você quer dizer algo sem abrir a boca. Para os cafés onde ninguém pergunta mas todos veem. Para os momentos em que o melhor debate acontece em silêncio, na cabeça de quem te observa. Veste bem, aquece, e faz a pergunta que toda a história da arte vem fazendo: como vemos? E quando usamos uma tela para dizer "olha a tela", estamos realmente dizendo algo? Ou estamos apenas dentro do jogo que acreditávamos estar questionando?
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
