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Abolir o capitalismo é um ato de esperança. E você está usando essa esperança.
Essa estampa não é uma declaração de guerra é uma declaração de amor por um planeta que ainda respira, mas que está cansado de ser tratado como ativo financeiro. A frase "Abolir o Capitalismo, Salvar o Planeta" não é um slogan de protesto de fim de semana. É uma síntese visual de séculos de pensamento crítico condensados em uma camiseta que você vai usar para tomar café, ir ao trabalho, conviver com pessoas que talvez não concordem com você. E essa contradição? É exatamente o ponto.
Aqui estamos falando de uma genealogia intelectual que começa em Marx e Engels aqueles que primeiro sistematizaram a crítica ao modo de produção capitalista passa por ecologistas que perceberam, décadas depois, que o sistema que explora trabalhadores também devora florestas, e chega até pensadores contemporâneos como Naomi Klein e Jason Moore, que argumentam que o capitalismo não é apenas desigual: é incompatível com a vida planetária. A acumulação infinita não cabe em um planeta finito. Isso não é política. É matemática. É física. É biologia. O sistema que prometeu progresso entregou aquecimento global, sexta extinção em massa e uma geração inteira ansiosa porque sabe que a casa está pegando fogo. A camiseta, então, não é apenas um objeto de consumo é um paradoxo materializado: você compra para dizer que não deveria ter que comprar, que a lógica do mercado deveria ser repensada desde suas fundações.
Mas por que isso ressoa agora, em 2024 e além? Porque a esperança é um luxo que a gente não pode mais ignorar. Depois de décadas de mensagens apocalípticas, dados alarmantes e promessas políticas não cumpridas, surgem movimentos que recusam a resignação. O "não é possível reformar o capitalismo verde, você tem que abolir o capitalismo" é hoje uma posição crescente não de lunáticos de internet, mas de cientistas climáticos, economistas heterodoxos, ativistas indígenas que entendem algo que o resto do mundo ainda está aprendendo: o planeta não pode ser salvo dentro da lógica que o destruiu. Você não desfaz um incêndio com mais fogo. Não desfaz exploração com consumo consciente. Desfaz com mudança estrutural. Com abolição palavra pesada, radical, histórica. A mesma palavra que foi usada para acabar com a escravidão. E talvez não seja coincidência que falemos em abolir o capitalismo usando a mesma linguagem que abolimos sistemas que exploram o humano. Porque exploração é exploração, seja de gente, seja de terra.
Essa camiseta existe em algodão peruano fibra longa que envelhecida, fica melhor. Que resiste. Que dura. O corte é unissex, levemente solto, feito para caber em corpos diferentes sem nunca parecer que está te apertando ou te afogando. É um caimento que permite movimento, liberdade apropriado para uma peça que fala sobre liberdade sistêmica, sobre abolição de estruturas que nos confinam. Cada vez que você lava essa camiseta, o algodão se amacia mais, fica mais macio, mais seu. Quanto mais você usa, melhor fica. É uma metáfora pronta: as ideias que você carrega crescem com o tempo, ganham textura, profundidade, significado. Não são frescas. São duráveis. Você vai vestir essa camiseta em debates acalorados, em almoços desconfortáveis com tios conservadores, em manifestações, em dias normais quando quer lembrar de si mesmo. E ela vai estar ali, resistindo junto com você, ficando mais macia, mais sábia, mais verdadeira.
A Lacraste coloca essa estampa no mundo porque entende que moda é comunicação, que roupas são textos, que o que você veste é uma posição antes de ser um outfit. Essa é uma marca que recusa a neutralidade estética. Que acredita que você não deveria ter que escolher entre se vestir bem e pensar criticamente. Que a cultura seja ela história da arte, filosofia política ou teoria crítica não é decoração. É urgência. É hoje. E quando você veste a Lacraste, você não está apenas seguindo uma tendência. Está se alinhando a um projeto que diz: arte é política, moda é mensagem, e você não é apenas consumidor você é portador de ideias.
Então use essa camiseta como um ato de fé não em deuses, mas em possibilidade. Use como pergunta, não como resposta. Use para iniciar conversas que você nunca teria iniciado sozinho. Use para lembrar a si mesmo que outro mundo é possível, e que a gente começa a construí-lo quando para de aceitar que o atual é o único disponível. Use porque a moda pode ser revolucionária, e porque às vezes a revolução começa no guarda-roupa.
A Lacraste não é uma loja de roupas. É uma galeria que decidiu ter carrinho de compras.
Cada estampa é uma ideia antes de ser uma peça. Cada peça é uma posição antes de ser uma roupa. Aqui, o tecido é o suporte o que você diz com ele é o produto real.
Nascemos na interseção entre arte, moda e cultura digital. Não fazemos moda de estação. Fazemos estampas que duram porque as referências que carregam já duram há décadas ou séculos. Colocamos Van Gogh ao lado de Inosuke. Mondrian ao lado de memes. Porque cultura não tem hierarquia. Tem relevância.
Pra quem entende a referência: bem-vindo. Pra quem vai pesquisar depois de ver a peça: ainda melhor.
Lacraste. Arte que você usa.
